Sócios da Telexfree são denunciados por lavagem de dinheiro; valor passa de R$ 55 milhões


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Dinheiro proveniente de atividade criminosa era transferido para contas das empresas Ympactus Comercial, Worldxchange Intermediação e outras.

SÃO PAULO – O Ministério Público Federal denunciou Carlos Wanzeler e Carlos Costa, donos da empresa Telexfree, pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo o MPF foram mais de 81 operações financeiras que movimentaram R$ 55.535.038,00.

Segundo o MPF, o dinheiro era transferido para contas das empresas Ympactus Comercial para a Worldxchange Intermediação e Negócios Ltda e KLW Prestadora de Serviços, ambas do grupo Telexfree.

Além dos donos, foram denunciadas também pelo mesmo crime Febe Vanzeler de Almeida e Souza, Marilza Machado Wanzeler, proprietárias da Worldxchange e irmã e mãe, respectivamente, de Wanzeler.

As proprietárias da KLW Prestadora de Serviços, Marisa Machado Wanzeler Salgado e Lyvia Mara Campista Wanzeler, irmã e filha de Wanzeler, também estão na lista de denunciadas.

O MPF pede ainda que seja mantida a apreensão de bens e valores das empresas e seus sócios e, que, os mesmos sejam confiscados pelo Ministério da Fazenda ao final do processo, por serem produtos de atividade ilegal. As operações aconteceram entre março de 2012 e junho de 2013.

Bloqueio

Segundo o órgão, duas operações, realizadas em 19 de junho de 2013, movimentaram a maior parte dos recursos (R$ 51.680.299,00), que foram transferidos para conta da Worldxchange.

As transferências foram realizadas logo após a notícia sobre a decisão judicial que bloqueou as contas bancárias, aplicações financeiras, valores e bens da Ympactus Comercial e de seus sócios ter sido veiculada em um site do estado do Acre. Segundo o MPF, os contratos para justificar as transferências entre as empresas foram forjados.

Trocas de mensagens entre os denunciados, que foram rastreadas durante a investigação, demonstraram que eles tentaram realizar as transferências assim que tomaram conhecimento da decisão judicial.

A decisão da Justiça do Acre é do dia 13 de junho, portanto, as transferências foram realizadas justamente no período entre a expedição dos documentos oficiais dirigidos ao Banco Central e a concretização dos bloqueios.

As outras 79 operações foram realizadas antes do bloqueio das contas da Ympactus. Além da Worldxchange, também foram feitas transferências para contas da KLW Prestadora de Serviços.

A denúncia foi recebida pela Justiça em 12 de maio. O número do processo no site da Justiça Federal é 0500614-89.2017.4.02.5001.

Fonte: InfoMoney


 

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