Esquema pirâmidal GetEasy fez cerca de 300 mil vítimas


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geteasyO esquema em pirâmide GetEasy, que actuava em Portugal, lesou dezenas de milhares de pessoas em França, avança a imprensa francesa. Segundo o jornal Le Figaro, há cerca de 300 mil vítimas deste esquema no mundo.

A GetEasy, um esquema em pirâmide com operação sedeada em Portugal, lesou cerca de 300 mil pessoas no mundo, entre as quais dezenas de milhares em França, avança o jornal Nice Matin, citado por vários jornais franceses, entre os quais Le Figaro. Segundo o jornal, a GetEasy fez “dezenas de milhares de vítimas em França”. O esquema actuava sobretudo no sul do país, onde já estão a decorrer inquéritos judiciais e a ser constituídas acções colectivas.

Segundo as acusações, a GetEasy funcionava como um esquema em pirâmide, utilizando os pagamentos dos novos participantes para pagar os rendimentos prometidos aos membros mais antigos. A empresa com sede fiscal em Macau, tinha o escritório operacional em Portugal, e o director-executivo era Tiago Fontoura, posteriormente substituído por Antonio Loios. A empresa, que utilizava a venda de geo-localizadores para justificar a sua actividade, prometia rendimentos mensais garantidos aos participantes, que tinham que realizar um pagamento inicial mínimo de 360 euros e recrutar novos membros para a “pirâmide”.

Este esquema piramidal actuava em Portugal, tendo sido alvo a 14 de Novembro, de um alerta do Banco de Portugal. Segundo o regulador, as sociedades GetEasy Limited e GetEasy Lta, com sede em Macau e Portugal, “não se encontram habilitadas para exercer a actividade de recepção de depósitos ou de outros fundos reembolsáveis (ou qualquer outra actividade financeira sujeita à supervisão do Banco de Portugal)”. Na altura, o Banco de Portugal estendeu o alerta a seis pessoas, em concreto, entre as quais, Tiago Fontoura, António Loios e o director de Marketing, o português Pedro Mira Godinho.

Em França, também a Autoridade de Mercados Financeiros alertou, em Fevereiro, que a GetEasy não tinha “qualquer autorização para exercer uma actividade regulada em França”.

Fonte: Jornal de Negócios

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